domingo, 5 de março de 2017

Minnie nº 71

Esse mês as revistas da assinatura de quadrinhos Disney chegaram cedo. A primeira que li foi a  revista mensal da Minnie que está no º 71 da sua segunda série que teve inicio em junho de 2011. São 52 páginas de HQs inéditas. No geral é uma revista que vale a pena. É uma fuga do universo dos Patos, mas sem o Mickey como estrelinha, o que é ótimo!


 Capa

Um breve comentário sobre cada HQ usando notas que vão de 1 a 5 estrelas.

Minnie e o mistério da ponte – 30 páginas - ***
Roteiro: Giuseppe Ramello 

Desenho: Roberto Ronchi
Resolvi pesquisar onde mais essa HQ foi publicada imaginando que seria uma HQ recente italiana publicada na revista Topolino. O interessante é que é uma HQ de 20 anos atrás que permanecia inédita no Brasil. Foi publicada pela primeira vez na Itália em 1997, depois França e Grécia.
  
É um ponto muito positivo para a mensal da Minnie que mostra ser autossuficiente. Nessa HQ a Minnie banca a detetive de uma forma mais leve e agradável do que o Mickey, que parece ter sempre um ar de superioridade. Outro aspecto bacana dessa HQ solo da Minnie detetive em relação as HQs de detetive do Mickey é que ela não tem o Pateta a tiracolo o tempo todo. Outros personagens, femininas por sinal, fazem parte da trama no papel de coadjuvantes.

É uma boa HQ, só é uma pena não ter momentos engraçados, os chamados alívios cômicos. Se é pra ser levada a sério e ser uma HQ de suspense, ok, mas não me cativou totalmente. 
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Minnie e Mickey em Carros de Rolimã – 10 páginas - **
Roteiro e Desenhos: Noel Van Horn


HQ Dinamarquesa de 2009 que também permanecia inédita no Brasil. Confesso que esperava mais dessa HQ por causa do tema. Fiquei desapontado com os carrinhos de rolimã que o Mickey e o Horácio construíram nessa HQ porque não tem nada em comum com os carrinhos que eu fazia e brincava na infância. Isso é normal, já que a HQ é dinamarquesa. No mais, é uma HQ bobinha, sem nada de especial.





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O Manual dos passatempos – Coleções – 6 páginas - **
Roteiro: Marco Bosco
Desenhos: Sergio Asteristi

HQ da série Manual dos passatempos pra fechar a revista. São bobinhas, mas interessantes ao mesmo tempo. Cada um coleciona o que gosta.  Uma outra HQ dessa série, sobre modelismo, foi publicada na mensal do Pateta nº 70, de fevereiro.









Minnie nº 71
Março/2017
52 páginas - R$ 4,50
Nas bancas!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Review: Almanaque Disney 215


Algum tempo atrás comprei em um sebo um lote com 25 edições de Almanaque Disney (R$ 5,00 cada) do nº 208 ao 232. Todas em ótimo estado de conservação. Por alguns motivos não li todas elas ainda e de tempos em tempos eu escolho alguma pra ler. Essa semana li essa Almanaque Disney 215, de abril de 1989. Resolvi fazer esse post no blog e comentar as HQs.


Os quadrinhos Disney no brasil estão numa fase muito boa. As mensais pelo jeito continuam vendendo bem (tanto em bancas quanto assinaturas), não temos cancelamentos de almanaques de personagens que saem bimestralmente (esses eu não estou comprando), temos o Disney Especial de volta. E temos os especiais de luxo capa dura. Com todo esse sucesso e percebendo tantos colecionadores animados e comprando os quadrinhos, sinto falta de mais blogs que falem de quadrinhos Disney.  Hoje as postagens se resumem ao facebook e os comentários são feitos por lá mesmo. Bacana, é mais fácil, mas isso acaba se perdendo na linha do tempo. Criei esse blog em 2013, fazia 3 anos que estava sem postar, mas minhas postagens continuam aqui e gosto de rever minha coleção e o que eu disse sobre ela.

Os meus posts geralmente vão por um caminho de postagem que eu gostaria de ver em outros blogs. Decidi fazer um breve comentário sobre cada HQ do Almanaque Disney e dar nota sobre elas.

 Pra tentar explicar meu critério que é muito subjetivo e depende da ocasião, utilizei estrelas de 1 a 5 onde fica mais ou menos assim:

***** - ótima / excelente
**** - muito boa
*** - boa
** - regular
* - ruim


Usei  o INDUCKS como fonte de informação já que na época as HQs não tinham os autores creditados na revista. Deixo o link direto pra quem quiser conferir a primeira página de cada HQ:

Vamos a elas!

Donald em Noite Macabra – 20 páginas - ***
Roteiro: Carlo Panaro
Desenho: Romano Scarpa / Sandro Del Conte

Noite Macabra tem o Donald como protagonista e começa com um ar de mais do mesmo, com ele sendo bem sucedido num emprego, mas como sempre imprevistos acontecem e ele se vê obrigado a correr contra o tempo pra superar um rival no trabalho pra ganhar uma recompensa. Ao tentar vender uma assinatura ele acaba sendo hipnotizado pra que pense que é um lobisomem e passa uma noite cheia de confusão. É uma boa HQ. Leve, rápida e divertida.
Publicada pela ultima vez em 1992.

Tico e Teco em As nozes saltitantes – 6 páginas – **
Desenho: Jack Bradbury
Tico e Teco lidando com um esquilo que anda roubando suas nozes.  Truques de um lado e do outro. Bem infantil.
Publicada pela ultima vez em 1999.
Mickey e Pateta em O roubo do furgão – 11 páginas - ***
Roteiro: Louis Cance
Desenho: Gen-Clo
Mickey não desvendou nada aqui e o Pateta rouba a cena. Interessante.
Nunca foi republicada.

Baby Disney – 1 página - **
Roteiro: Gérard Cosseau, Jean-Loïc Belhomme
Desenho: Claude Marin
Adoro Baby Disney e por mais que essa HQ retrate a realidade dos adultos não acho q seja bacana pro universo infantil, que ainda tem sua ingenuidade e sinceridade.
Nunca foi republicada.

Ursinho Pooh em Um aniversário realmente feliz – 5 páginas - **
Roteiro: Vic Lockman
Desenho: Pete Alvarado
Detalhe que no gibi da época a grafia ainda era Ursinho Puff, que foi assim que eu aprendi a falar desde criança e que depois de velho tenho q falar/escrever Pooh. Sempre quando leio HQ do Ursinho Pooh eu leio com a voz chorosa dele do desenho na cabeça. Essa HQ é um drama. Pooh está preocupado em não ter seus presentes roubados. Bem deprimente. Claro que no fim dá tudo certo. Vale pela nostalgia.
Nunca foi republicada.
  
Escoteiros Mirins em O Vale do Labirinto – 14 páginas - ****
Roteiro: Louis Cance
Desenho: Gen-Clo
Boa, muito boa. Gosto de labirintos. Escoteiros em apuros escaparam por sorte e depois passaram a perna nos bandidos.
Nunca foi republicada.

Quincas em Um lugar calmo e seguro – 6 páginas - ***
Roteiro: Jack Sutter
Desenho: Valentin Doménech

É uma HQ bacana. Detalhe que no final o Quincas quebra a “quarta parede” (quando o personagem fala com quem está lendo) que está na moda em alguns seriados como House of Cards, por exemplo.
Publicada pela ultima vez no Disney Especialíssimo nº 24

Donald e Peninha em Interferências – 13 páginas - ***
Roteiro: Bob Langhans
Desenho: Jaime Diaz Studio

Boa HQ. Só a fala do Tio Patinhas “oi, coisa nenhuma, seu irresponsável” já vale.
Nunca foi republicada.

Superpateta em Na mira do camaleão – 8 páginas - **
Desenho: Kay Wright
Boa aventura do Superpateta, mas não gosto de pensar no Pateta cuidando da cidade o tempo todo como mostrado nessa HQ. Prefiro pensar que o Pateta só vira o Superpateta em situações pontuais e que não seja um herói do tipo “com grandes poderes vem grandes responsabilidades”.
Nunca foi republicada.

Banzé em Eta mundo barulhento – 4 páginas - **
Roteiro: Albert Cosser
Desenho: Julio Antonio Ramos Poquí

HQ infantil. Banzé procura um lugar melhor pra dormir. Nada mais.
Nunca foi republicada.

Mickey e Pateta em Detetives de circo – 12 páginas – **
Roteiro: Les Lilley
Desenho: Josep Tello Gonzalez
Ahh o Pateta entregou uma dica de quem era o vilão logo no começo e aí perdeu a graça.
Nunca foi republicada.

Nota da revista Almanaque Disney 215 - **
Parece que estou sendo muito criterioso na avaliação, muito crítico, mas não é porque sou colecionador Disney e adoro os quadrinhos que tenho que achar tudo perfeito. Ao mesmo tempo, não é porque não é uma das melhores edições que não merece a leitura. É uma edição de quase 20 anos atrás.  Ainda mais ao constatar que, tirando algumas HQs que foram republicadas muito anos atrás, as demais nunca foram republicadas. Pra mim é tudo inédito. Porém,  ao ler cada uma delas e avaliar, chego a conclusão que nem tudo precisa ser republicado. Eu comprava Disney Jumbo e Mega Disney porque a maioria das HQs mesmo sendo republicações eu não tinha na coleção, mas não sinto falta dessas publicações. Sei que muitos leitores querem de volta, mas pra mim não é prioridade. Se for pra republicar HQs apenas regulares não vejo muito proveito.  Hoje acho que a Disney Big já é suficiente por trazer 300 páginas (ou menos já que quase sempre tem HQs inéditas sendo publicadas nela) por bimestre de republicações.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Pateta

        A revista mensal do Pateta está em sua 3ª série. Isso quer dizer que por duas vezes anteriormente ela já teve essa regularidade e acabou sendo cancelada. Usando o INDUCKS como fonte, vou colocar um breve histórico da publicação do Pateta no Brasil.

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Pateta nº 1 - 1ª Série

    A primeira vez que o Pateta ganhou uma revista própria foi em set/1982 e a revista tinha 36 páginas. Eu nasci em 1985 e não tenho nenhuma revista dessa coleção. Essa 1ª série foi até o nº 56 em out/1984.

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Pateta nº 1 - 2ª  Série

       A segunda vez  que o Pateta teve sua própria revista foi durante a fase das revistas em quadrinhos de 1 real da Editora Abril. Aquelas fininhas que tinham um papel melhor que o papel que costumamos ter nos gibis mensais.  Cada edição tinha apenas 16 páginas de republicações. Essa tentativa teve 26 edições e foi de set/2004 até jan/2007. Tenho apenas uma revista dessa fase que comprei em sebo porque na época eu estava afastado dos quadrinhos.

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Pateta nº 1 - 3ª Série

      Por fim, chegamos a 3ª série da revista mensal do Pateta, a fase atual que começou a ser publicada em junho de 2011 e que já está no nº 70. Cada edição tem 52 páginas inéditas. O que faz a revista ser parte da linha de mensais com bastante prestígio.

         Dessa fase, eu tenho 56 edições de 70 publicadas. Aos poucos, com o espírito do Indiana Pateta, eu vou a caça das edições que faltam.  A edição nº 20, de janeiro de 2013, marca a data do meu retorno aos quadrinhos Disney. Foi essa a primeira revista que comprei quando voltei a comprar quadrinhos, por puro acaso, já que eu só entrei na banca pra comprar alguma coisa pra ler enquanto esperava por um compromisso.

Edição nº 1 e Edição nº 20

      Minhas revistas ficam guardadas em saquinhos plásticos com zip lock. De tempos em tempos eu tiro todas elas pra respirar um ar porque dizem que é importante. Isso me motivou a escrever esse post. Compartilhar a coleção e minhas opiniões.

Pateta e suas revistas

Dando uma olhada rápida nas revistas resolvi fazer uma brincadeira do tipo TOP 5. Escolhi então 5 edições que podem estar no meu TOP 5 de melhores capas dessa fase atual da revista do Pateta. A edição nª 68, de dez/2016 já é uma das minhas preferidas. A HQ da Espada Geladinha é divertida do começo ao fim, varias piadas por página com o Pateta sendo o grande protagonista. E pra fechar a revista uma HQ de natal com o Pateta como protagonista e com participação especial do Indiana Pateta que também é excelente. 

Meu TOP 5 de capas


     O Pateta é meu personagem preferido e essa revista mostra a força que o Pateta tem pra ser protagonista e ter sua própria revista mensal. Pateta nem de longe é um coadjuvante das HQs do Mickey,  inclusive muitas HQs do Pateta são mais divertidas do que muitas do Mickey. 

De volta ao plástico e estante

       Faço esse post mais como um elogio a todos os artistas envolvidos nas HQs do Pateta e um elogio também a editora abril pela publicação e desejo vida  longa a revista mensal do Pateta. Já estou esperando a edição nº 100!




sexta-feira, 16 de maio de 2014

Almanaque Disney 300

Essa semana  tive a oportunidade de adquirir uma edição de  Almanaque Disney 300.

Essa é uma revista que eu tinha, mas nem contava ela como parte da coleção porque estava em péssimo estado, inclusive sem capa. Fui assinante do pacote de assinaturas de quadrinhos Disney na década de 90 chamado Mundo Disney. Algumas vezes eu encontrava o pacote no chão mordido pelos cachorros de casa. E foi isso que aconteceu com o Almanaque Disney 300 que veio na minha assinatura na época. O ano era 1996 e eu tinha 11 anos de idade. Mesmo a revista estando detonada ainda consegui ler as HQs e guardei até hoje. Lembro que fiquei chateado porque como era assinatura, eu tinha todos os números na sequencia do nº 279 ao nº 326. E ficou faltando na coleção justo o nº 300 que é um número mais interessante.

Minha revista toda rasgada

Resolvi esse problema ao encontrar na excelente loja virtual Casa do Gibi essa edição por um preço bem bacana. Na verdade, pela metade do preço de um concorrente. Fiquei animado e resolvi comprar mais 2 edições de Almanaque Disney juntos pra aproveitar o frete, que por sinal, é de apenas R$ 5,00. Eu recomendo comprar na Casa do Gibi, não tem só quadrinhos Disney, o preço não é muito maior do que eu costumo ver nos sebos e a vantagem é de que os gibis estão em ótimo estado de conservação, como se tivessem sido guardados por um colecionador todos esses anos, diferente do que ocorre nos gibis encontrados em sebos.

Almanaque Disney nºs 202, 300 e 234. Agora tenho 87 Almanaque Disney na coleção.

Reli essa revista hoje e resolvi listar todas as HQs dela. Interessante que ao pesquisar no Inducks vi que as HQs desse Almanaque Disney não foram mais republicadas recentemente. Vou dar notas em estrelas de 1 a 5.
Mickey em Robin Hood de Saias – 27 páginas -  ***
Roteiro: Carlos Panaro
Desenho: Fabrizio Petrossi

Nessa HQ, Mickey e Pateta são roubados por duas tias velhas bem safadas.

Aladdin em O Pesadelo – 6 páginas -  *
Roteiro: Frank Jonker
Desenho: Carmen Pérez

Eu não vejo graça no Aladdin e agradeço por essa ser curta.

Tio Patinhas em Comida Rotativa – 7 páginas - ***
Roteiro: Charlie Martin
Desenho: Juan Torres Perez

Das HQs dessa edição, essa é a que eu me lembrei rapidamente quando comecei a ler. É uma boa HQ em que o Tio Patinhas surta só de ver a possibilidade de servir comida grátis no seu restaurante.
Lobão em O Campeão do Sopro – 6 páginas - ***
Roteiro: Dell Connel
Desenho: Jack Bradbury

Eu gosto do universo do Lobão, do Lobinho e dos 3 Porquinhos. Essa é uma HQ honesta e divertida. 

Baby Disney – 2 HQs – 1 página cada - *****
Roteiro: Gérard Cosseau, Jean-Loïc Belhomme
Desenho: Claude Marin

Adoro Baby Disney, sempre achei muito engraçado os personagens quando criança. 

Ducktales em Famosos por Acaso – 16 páginas - ***
Roteiro: Janet Gilbert
Desenho: José Maria Millet Lopez

Nessa HQ os 3 sobrinhos e a Patrícia vão parar em outro planeta e o Tio Patinhas, com a ajuda do Capitão Bóing tem que resgatá-los. Eu gosto de Ducktales, mas ultimamente ao ler e reler HQs cheguei a conclusão que funciona melhor no formato desenho. 
 












Simba em A Dura Vida na Selva – 6 páginas - ****
Roteiro: Jos Beekman
Desenho: Angel Rodriguez

Do Rei Leão, ao contrário do Aladdin eu gosto. E também ao contrário de Ducktales, acho que funciona muito bem em HQs. HQ leve e divertida. 



Mickey em Uma Boa Ação – 8 páginas - **
Roteiro: Patrick Galliano
Desenho: Maximino Tortajada Aguilar

Mickey e Pateta fazendo boa ação e acabando com os planos do Bafo ao mesmo tempo. Mais do mesmo.


Tico e Teco em A Inundação – 3 páginas - *
Roteiro: Didier le Bornec
História-passatempo do Tico e Teco chata pra caramba


Superpato em A Batalha Musical – 35 páginas - ***
Roteiro: Bruno Sarda
Desenho: Giorgio Cavazzano

Tio Patinhas inscreve o Donald num concurso de música e ele, como Superpato, tem que investigar o sumiço do troféu. É uma boa HQ pra fechar bem a edição, mas não é uma HQ marcante do Superpato.

Analisando as notas que eu dei pra cada HQ da revista e os comentários pude perceber que o que eu mais gostei na revista foram as HQs curtas da série Baby Disney e a HQ do Rei Leão que não são mais publicadas atualmente. Em contra partida, não gostei de Aladdin e Tico e Teco e agradeço por não serem republicadas. As demais HQs apenas regulares.

Almanaque Disney 300, portanto, é uma edição que vale apenas pelo número expressivo. O conteúdo é mais do mesmo que seguia a linha de Almanaque Disney da época. 10 HQs em 132 páginas, mas nada inesquecível. 

Uma última observação. Só eu acho que a capa de Almanaque Disney 300 lembra a capa de Topolino 3000? Temos vários personagens na capa e o número bem grande estampado. 

Julho/1996                                                                                                Maio/2013


E por falar em Topolino, essa semana fiz minha primeira compra de Topolino. Duas edições antigas. Quando chegarem e eu conseguir ler em italiano eu faço um post sobre as revistas.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Coleção de gibis do Zé Carioca

Hoje vou falar sobre a minha coleção de gibis do Zé Carioca. 


Atualmente a periodicidade do gibi do Zé Carioca é mensal, mas a maior parte da minha coleção é da década de 90 em que a periodicidade era quinzenal. Interessante que era quinzenal e cada gibi tinha 68 páginas, enquanto hoje o gibi é mensal e tem 52 páginas. Ou seja, na década de 90 eram publicadas 136 páginas de Zé Carioca por mês (a maior parte de inéditas) enquanto hoje são publicadas apenas 52 páginas por mês e apenas 10 páginas de HQs inéditas. Hoje nem seria legal mesmo que publicassem 100 páginas de ZC todo mês porque seriam tudo repeteco (já tem o Almanaque bimestral pra isso). O jeito é torcer pra que a produção de HQs aumente e publiquem mais do que apenas essas 10 páginas inéditas por mês.


Outro fato interessante é que o gibi do Zé Carioca era vendido em 1996 por R$ 2,00. Atualmente, em 2014, ele é vendido por R$ 3,20. E aí? Vocês acham que subiu mais do que a inflação no período (18 anos)? Acredito que não. Resta a dúvida se nós pagávamos caro em 1996 ou pagamos barato em 2014 levando em conta o salário mínimo de cada época. 

Minhas revistas todas empilhadas

Eu fui assinante dos gibis Disney entre Outubro/1994 e Setembro/1998. Na época o pacote de assinatura era chamado Mundo Disney. Essa fase foi dos meus 9 até os 13 anos. Por esse motivo eu tenho na coleção todas as edições do Zé Carioca entre os números 2008 e 2112 que vieram na minha assinatura. 


Além dessas eu tenho alguns poucos números anteriores que comprei antes da assinatura e mais alguns poucos números posteriores que comprei recentemente na Casa do Gibi. E tenho as mensais recentes que voltei a comprar do começo de 2013 pra cá. Tudo isso totaliza exatos 140 gibis do Zé Carioca. 


Sempre gostei das HQs do Zé Carioca porque, ao meu ver, são HQs mais fáceis de se ler. O fato de serem ambientadas na Vila Xurupita, um lugar totalmente diferente de Patópolis faz com que você não enjoe sempre do mesmo cenário.  Não tem a procura por mistérios do Mickey, as encrencas que o Donald se envolve ou as buscas por tesouros do Tio Patinhas. Desculpem a comparação tosca mas é como se fosse a Turma da Mônica no bairro do Limoeiro, não os personagens e sim, o ambiente.  São várias as HQs que o Zé Carioca está em outro lugar, mas a grande maioria é mesmo na Vila Xurupita. E isso nem de longe é ruim. Eu adoro o campinho, o bar onde eles jogam sinuca, o quintal do Pedrão, etc.

É sempre um prazer mexer com as revistas

Agora eu vou colocar fotos e comentar algumas revistas que fazem parte da coleção e que considero importantes ou ao menos são as que eu acho interessante falar a respeito.

Zé Carioca na Copa (1994)

Essas revistam saíram em 1994 um pouco antes e durante o mês da Copa do Mundo. São revistas que antecedem a minha assinatura. Eu tenho apenas essas 3 edições, falta uma ainda que é a número 1997. Essa série de HQs vai ser republicada no Volume 3 da série  Futebol Disney 2014 que será lançada no mês de maio. Vale a pena comprar esse especial pra ler essas HQs!
Novo Morcego Verde


O Morcego Verde foi criado pelo grande Ivan Saidenberg em 1975. E no ano de 1994 ganhou uma nova origem e foi totalmente reformulado em uma HQ inspirada no Batman – O Cavaleiro das Trevas. Eu tive a sorte de acompanhar todo esse começo da nova fase do Morcego Verde porque essas revistas já faziam parte da minha assinatura. Na época eu não conhecia o Morcego Verde antigo, então esse é o Morcego Verde que eu conheço e estou habituado.

Meu post é simples, assim como meu blog, mas eu recomendo fortemente a leitura de um post antigo feito pelo Thiago Machuca no blog Portallos que fala bem mais detalhadamente sobre o assunto. Minha intenção nunca é ficar copiando/colando nada. Gosto de expor minhas opiniões e se precisar dividir conhecimento e já tiver material pronto sobre o assunto na internet acho que fica muito mais fácil divulgar do que copiar.

http://www.portallos.com.br/2011/12/30/o-morcego-verde-inspirado-em-batman/

Zé Carioca em papel especial

Essas 3 eu separei apenas porque foi o começo de uma fase bem curta em que o gibi do Zé Carioca teve um “papel especial”. Um papel melhor do que o papel jornal de sempre. A chamada de capa prometia um papel mais bonito, colorido e brilhante e realmente era melhor mesmo. Uma pena que essa fase não durou muito. Começou no ZC 2049 de maio/1996 e terminou no ZC 2056 de agosto/1996. Apenas 7 edições e 4 meses durou esse sonho ;p

Eu gostaria muito que toda a linha de gibis Disney fosse em um papel melhor. Aceitaria pagar um pouco mais caro por isso. Ou que pelo menos os especiais Disney Temáticos fossem com um papel melhor. Já comentei sobre isso no post anterior.

Zé na Idade da Pedra e Os 12 trabalhos de Zércules

Eu adoro essas duas mini séries! Li e reli várias vezes, principalmente a da Idade da Pedra. Inclusive por algum motivo obscuro eu “perdi” o meu gibi Zé Carioca 2053. Fiquei anos e anos preocupado com esse fato. Não sabia se tinha emprestado/dado pra alguém. Se tava perdido pela casa. Eu sempre tive certeza que em algum momento da minha vida eu tive ele. Por fim, dei-me por vencido e quando surgiu uma oportunidade de comprar essa edição na Casa do Gibi não pensei duas vezes. Incorporei-a de volta na minha coleção. 


Essas HQs do Zé na Pedra são muito divertidas e, por sorte, estão dentro da fase em que o gibi do Zé Carioca veio com papel melhor. Já a do Zércules é no papel bunda de sempre mesmo, mas também é muito bacana.Só não entendo porque quase 20 anos depois essas 2 mini séries ainda não foram republicadas. Juntando as 2 não somam nem 80 páginas. Os novos leitores merecem essas HQs!


Capas marcantes

Por fim, uma foto com 3 das capas que eu acho mais interessantes do Zé Carioca que eu tenho na coleção. A primeira é do ZC 2068 de janeiro/97 que tinha um papel especial que brilhava dando um efeito muito legal. A segunda é do ZC 2077 de maio/97 que traz uma chamada de capa para uma HQ que parodia os filmes Star Wars. E a terceira é mais recente, do ZC 2385 de junho/2013 com essa capa magnífica com o Morcego Verde e o Morcego Vermelho se encarando.Eu gosto demais da minha coleção de gibis do Zé Carioca. Atualmente ando sem tempo pra ficar relendo os gibis antigos, mas esses da fase entre 1994 e 1998 que eu tenho eu reli várias vezes durante os quase 15 anos que fiquei sem comprar gibis.

Coleção na estante
Eu uso esses saquinhos que dá pra abri e fechar. Fica um efeito bacana na estante até e é bem prático. Nessa prateleira da estante metade são os 140 gibis do Zé Carioca e a outra metade são os gibis do Pato Donald que devem estar beirando por aí também.


Quando eu animar novamente em postar eu posso comentar sobre minha coleção do Pato Donald.




quarta-feira, 23 de abril de 2014

Disney Temático - Cinema


Essa semana comprei e já li o novo especial Disney Temático que tem o cinema como tema Vou falar um pouco sobre as HQs, mas antes quero comentar a respeito do acabamento do produto.


Sensacional essa capa!

Eu fico muito feliz com a qualidade da capa. Com a arte, o relevo e o brilho. Tudo nota 10. Aí quando abro a revista vem a tristeza do papel jornal. Tristeza porque eu penso que especiais desse tipo mereciam um acabamento melhor.  Aí penso mais um pouco e reflito se eu aceitaria pagar um pouco a mais numa revista com um papel melhor do que os atuais R$ 16,00 do jeito que ela é publicada com esse papel jornal. Minha resposta é sim, mas talvez a de muitos outros leitores seja não. Então chego a conclusão que talvez esse seja um mal necessário que a Editora tenha que usar pra colocar seu produto em banca a um preço acessível que permita boas vendas. De qualquer forma, papel jornal ou não, é um excelente produto que vale a compra.

Casablanca - A principal atração do especial.

O especial Cinema tem mais de 300 páginas e 10 HQs inéditas (sendo 2 de apenas 1 página cada. Dentre as HQs, 4 delas tem inspiração nos filmes: Casablanca, Twin Peaks, Historia sem Fim e ET, o Extraterrestre. Eu só assisti os últimos 2 filmes dessa lista. Casablanca eu só tinha na mente a famosa cena do “play it again, Sam” que sempre reprisam na TV e foi reproduzida também na HQ. E esse Twin Peaks nunca tinha ouvido falar, confundi com um seriado de TV, mas acabou sendo a HQ que eu mais gostei.

Vou colocar a lista de HQs aqui copiada/colada do Planeta Gibi e comentar logo em seguida de cada, veremos se isso dá certo.


Casablanca
Topolino e Minni in "Casablanca"
I TL 1657-A, 51 páginas.
Roteiro e desenho: Giorgio Cavazzano.
Não assisti o filme, mas isso não atrapalhou em nada. O fato de ser uma HQ em preto e branco é uma experiência nova, ao menos para mim, em quadrinhos Disney.  E o Pateta rouba a cena interpretando um Sam que não aguenta mais tocar a mesma música ;p


A Historia sem Fim
Paperino in: "La storia (in)finita"
I TL 1883-A, 64 páginas.
Roteiro: Caterina Mognato. Desenho: Giuseppe Dalla Santa.
Esse filme eu já assisti várias vezes. Ficou muito legal essa  HQ e eu lembrei do filme várias vezes enquanto lia. O Donald escondido lendo o livro (assim como o garoto no filme) e o “nada” também representa um perigo para o mundo de Fantasia na HQ. Excelente HQ essa!


Os Segredos de Twin Pipos
Topolino e i dolci segreti di Twin Pipps
I TL 1917-A, 59 páginas.
Roteiro: Mario Volta. Desenho: Roberto Marini.
Não conheço o filme que inspirou essa HQ, mas curti a HQ. Talvez pelo fato de o Pateta ter sido homenageado na cidadezinha e de o mistério ser interessante, ao contrário de muitas HQs do Mickey de mistério que são chatas.


Um Dublê Duro na Queda
Paperino e l'assicurazione contro gli infortuni
I TL 2080-2, 20 páginas.
Roteiro: Carlo Gentina. Desenho: Sandro Dossi.
HQ bem divertida. Donald com a sorte do Gastão e, no fim, sendo enganado pelo Tio Patinhas como sempre ;p


Destino: Hollywood
Destinazione Hollywood
I M    20-4, 17 páginas.
Roteiro: François Corteggiani. Desenho: Corrado Mastantuono.
Outra HQ de suspense, agora com a Clarabela investigando o sumiço de uma atriz em Hollywood.


EQ, o Extraterrestre
Topolino in... E.B. l'extraterrestre
I TL 1444-B, 28 páginas.
Roteiro: Frank Gordon Payne. Desenho: Sergio Asteriti.
Genial a forma como encontraram de colocar um ET na história parodiando o filme. Usar o Esquálidus foi uma grande sacada. Senti falta da cena do telefone, home. Mas a cena da bicicleta está lá ;p


Drama no Cinema
Drive-in bios
H 96272, 5 páginas.
Roteiro: Frans Leenheer. Desenho: Sander Gulien.
HQ curtinha com uma briga entre o Donald e o Silva só pra encher linguiça mesmo.


A Noite das Estrelas
Topolino e la notte delle stelle
I TL 1529-AP, 56 páginas.
Roteiro: Gabriella Damianovich. Desenho: Giorgio Cavazzano.
Essa HQ também é muito boa. Mickey é indicado ao Oscar por melhor ator, mas antes tem q resolver o caso do sumiço das estatuetas do Oscar da Academia que seriam entregues na premiação.


Inspiração
Gag.

Antecedência
Gag.

As duas acima são piadas de uma página pra encher linguiça também ;p
Essa linha de especiais temáticos é a que mais me atrai ultimamente. Fico ansioso todo mês pra ler e querendo saber logo quais serão os próximos temas. Capas sensacionais e 300 páginas de HQs inéditas são uma excelente combinação.  Fiquei curioso pra assistir esse tal filme Twin Peaks pra ver do que se trata ;p



sexta-feira, 18 de abril de 2014

Senninha

Essa semana adquiri em um sebo um lote com as 10 primeiras edições da revista do Senninha. Foi a primeira vez que eu encontro revistas do Senninha a venda. Eu sempre gostei muito dessa revista quando era criança. Já tinha 34 exemplares na coleção que agora são 44 revistas de 97 publicadas pela Editora Abril entre fevereiro de 1994 e abril de 1999. Pelo que pesquisei tiveram mais algumas poucas edições por duas editoras diferentes, mas eu nunca vi nenhuma em banca.




"A revista foi criada a partir da paixão pela Fórmula 1, que uniu o publicitário Rogério Martins e o desenhista Ridaut Dias Jr. em torno de uma ideia: criar uma história em quadrinhos inspirada no grande piloto Ayrton Senna. Corria o ano de 1990, e Senna acabara de conquistar o segundo título mundial de F1. Depois de muitos estudos, estava criada toda a ambientação para as HQs da versão mirim do piloto. O projeto só chegou ás mãos de Ayrton em 1993, que de imediato aprovou a ideia. O projeto foi apresentado para a Abril Jovem, na época a maior editora de quadrinhos do Brasil."

Como eu não quero ficar copiando/colando textos de outros lugares que fui pesquisar deixo pra vocês o link de um blog que tem uma matéria completíssima a respeito de como surgiu a revista e suas fases:
http://alexandrehq.blogspot.com.br/2012/10/senninha-o-gibi-que-venceu-morte.html



Eu curtia demais a turma do Senninha. Os personagens eram muito engraçados. As situações. HQs quase sempre curtinhas. Se por um lado as vezes parecia mais do mesmo as HQs em que o Senninha disputava corrida com o Braço Duro, por outro lado tinham várias HQs com o resto da turma bem interessantes. Um excelente trabalho de criação.
Um dos personagens que eu mais gostava era o Marcha Lenta.  O sono eterno dele é muito cômico. E gostava também do Becão , um dos cachorros gêmeos do Senninha que vive pensando e agindo como gente.

Abaixo, uma foto da apresentação dos personagens que vinham nas primeiras revistas: 

Como é sabido por todos os brasileiros, Ayrton Senna faleceu em maio/1994 logo após o lançamento da revista Senninha que estava no 4º número.  

Eu tinha 9 anos quando Senna morreu e lembro muito bem daquela manhã. Lembro que estava assistindo a corrida porque já tinha esse hábito. Quando ocorreu o acidente eu não dei tanta importância. Era criança ainda, nunca tinha perdido alguém próximo e talvez não entendesse bem ainda o que era a morte. Lembro que depois de alguns minutos, lá pelas 09:30m da manhã eu desisti de continuar vendo a corrida e saí pra rua brincar normalmente. Afinal, o piloto por quem eu estava torcendo tinha sofrido um acidente e abandonado a prova. Era apenas isso que eu pensava. Só fui entender o que realmente tinha acontecido na tarde daquele domingo ao ver todos da minha família tristes com as notícias que chegavam. 

No número 5 os personagens prestaram uma homenagem ao campeão que inspirou a revista:


A revista Senninha nº 6 abre com uma HQ emocionante que mostra o personagem principal, Senninha, triste e conversando com seu irmão Téo sobre a morte do seu ídolo. Essa HQ eu nunca tinha lido porque só comprei essas revistas essa semana, fiquei muito surpreso e pensei: se ela emociona agora após 20 anos da morte de Senna, imagina pros leitores que leram ela logo após a morte do ídolo? Deve ter sido marcante essa justa homenagem.


Pra fechar o post, uma foto com todos os meus 44 exemplares da revista Senninha e sua turma. Fiquei com preguiça de catalogar que números eu tenho exatamente, mas isso não é importante até porque é muito difícil encontrar mais pra comprar. Essas revistas do Senninha nunca me enjoam, a minha vida inteira eu reli as HQs e sempre me divirto como se fosse a primeira vez. Desse lote novo com os números de 1 a 10 já li oito, faltam apenas duas ;p


Espero que vocês também possam ter tido a oportunidade de ler Senninha. Ano passado eu emprestei minhas revistas pro meu sobrinho ler e ele adorou e me perguntou onde que comprava. Triste ter que responder que Senninha não é mais publicado. Esse fato faz com que as revistas que eu tenho na coleção sejam, para mim, um verdadeiro tesouro.